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Fonte: Priscila Zuini/Exame

Respondido por Marcio de Oliveira Santos Filho, especialista em empreendedorismo

O fomento ao empreendedorismo deve ter atividades fortemente pautadas na esfera educacional

Como já comentei em artigos anteriores, o empreendedorismo não é uma ciência exata, mas sim uma atividade que precisa de uma boa dose de inspiração aliada a uma boa execução para que o negócio tenha sucesso.

Criar um ambiente favorável ao empreendedorismo no Brasil não é nem um pouco trivial, pelo contrário, passa por diversos desafios, desde a educação básica sobre o tema, passando pela estabilidade macro econômica do país, carga tributária e fiscal. Contudo, partindo do princípio que essas ações estão devidamente encaminhadas, o fomento ao empreendedorismo em nosso país deve ter atividades fortemente pautadas na esfera educacional, desde a base até a formação superior.

O Sebrae e a Endeavor são dois agentes importantíssimos que já promovem e fomentam o empreendedorismo via programas para uma formação qualitativa no tema, mas ainda permeiam apenas o nível superior.

Precisamos alcançar as crianças em todas as escolas, ensinando quem foi Barão de Mauá, por exemplo. Fomentar ideias empreendedoras através de exemplos e estimular atividades de criação dentro da sala de aula são caminhos que podem despertar maior interesse.

Em uma palestra recente, Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), citou que a taxa de empreendedorismo no Brasil é de 17,5%, média relativamente alta comparado ao G-20. Contudo, só 7,5% de fato possui inovação de produto ou serviço. Para incentivar cada vez mais o empreendedorismo inovador precisamos de mais estímulos para a criação de empresas de forma ágil, com menos burocracia, benefícios fiscais, trabalhistas e acesso a capital.

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